DIÁLOGOS SOBRE IA
NA ESCRITA ACADÊMICA
O e-book parte de uma demanda contemporânea: a crescente incorporação de ferramentas de inteligência artificial por mestrandos e doutorandos nas atividades acadêmicas, como leitura, organização, escrita e revisão. Apesar de difundido, esse uso frequentemente ocorre sem orientação adequada, respaldo normativo claro ou reflexão crítica sobre seus limites éticos e impactos na autoria científica, gerando um cenário de incerteza entre o entusiasmo acrítico e a rejeição indiscriminada.

A Confraria dos Bichos: Uma Fábula Roraimense
Em 1988, impulsionados pelos ventos de uma nova era, os animais do lavrado roraimense decidem se unir e fundar a Confraria dos Bichos. Sob a sombra de um antigo angelim-pedra, eles proclamam os Sete Mandamentos da Confraria: um pacto de igualdade, transparência e proteção do bem comum contra os abusos do poder.Trinta e oito anos depois, a utopia transformou-se em uma complexa e irônica engrenagem de sobrevivência.

O Voo da Garça
Um romance sobre terra, memória e as verdades que jamais cabem em um tribunal.Uma audiência pública. Quinze minutos para cada lado. Cinco séculos de história esperando para ser ouvidos.No coração de Roraima, uma disputa pela demarcação de uma terra indígena coloca frente a frente personagens que acreditam lutar pela justiça, mas carregam heranças que nenhum processo judicial é capaz de resolver.

Entrevista com um Canaimé
E se o maior predador da Amazônia nunca tivesse sido um homem, mas uma ideia capaz de assumir qualquer forma?
Quando o antropólogo Hector Todesquine chega a Boa Vista para investigar uma antiga figura da tradição indígena conhecida como Canaimé, acredita estar diante de mais um estudo sobre mitologia amazônica.

Quando a Terra
Não Esquece
Sete meses depois de enterrar o pai, Margareth volta sozinha ao Pirara — a fazenda que a família de seu pai construiu na fronteira entre Guiana e Brasil, e que abandonou décadas atrás. Na primeira noite, dormindo ao lado do túmulo dele, um murmúrio a acorda na escuridão. Uma mão toca seu braço. Ninguém explica o quê, ou quem.

A Clareira:
Uma Novela da Floresta
Após ser resgatado de helicóptero no interior de Roraima, um garimpeiro conhecido como Cão-Preto desperta em um leito de hospital carregando um relato que desafia qualquer explicação racional. Diante do enfermeiro Adauto Santos, ele começa a reconstruir a expedição que levou um pequeno grupo de homens às profundezas da floresta amazônica, em busca de uma promessa de riqueza que parecia irresistível.

A Casa do Rio Acima:
Um Romance sobre Espera, Ouro e Memória
No alto Mucajaí, entre o rio e a floresta que o engole em junho, Nair faz café todas as manhãs para quatro pessoas. Só ela está em casa. A Casa do Rio Acima é a história de Zé do Ouro, garimpeiro do rio Mazaruni que acredita ter encontrado o caminho de volta — e de Nair, que o espera numa casa de itaúba acima do Apiaú enquanto o mundo entra em colapso à volta dela: a promessa política de 2018 que reorganizou sonhos e destruiu territórios, a pandemia que cortou os rios de saúde, o silêncio que chegou em março de 2020 e ficou.

A Ilha do Demiurgo
Em algum lugar no Rio Ventuari, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, um missionário batista desapareceu depois de dois anos sem contato com a sede em Boa Vista.
O que o Irmão Johnson encontrou quando foi buscá-lo foi uma comunidade improvável — garimpeiros, indígenas Maquiritare, doentes sem médico — reunida ao entardecer para ouvir sermões sobre um Deus que não criou o ouro, sobre a febre como purificação, sobre uma última porta que Thomas disse ter atravessado.

Rupununi:
Dias de revolta
O romance "Rupununi: Dias de Revolta" é um livro magistralmente escrito por Carlos Borges, que, como fonte de inspiração, usou as pesquisas de sua tese de doutorado entrevistas com pessoas que tiveram alguma participação no episódio. A história do livro é baseada em fatos ocorridos na República da Guiana no final de 1968 e começo de 69, quando houve a chamada “Revolta do Rupununi” planejada por um grupo de fazendeiros da região, apoiados pela Venezuela.

Quando o Rio Não Responde:
Ou o homem que achava que conhecia a floresta
Waldemar sabia ler um rio como outros leem um rosto. Sabia a hora da cheia pela cor da água, a chuva pelo cheiro do barro, a dose certa de cloroquina antes que o corpo começasse a enxergar cores que não existiam. Vinte anos de garimpo tinham lhe dado isso — um diploma invisível que não abria porta nenhuma em Boa Vista.

Herdeira do Silêncio
A mãe sempre põe a toalha boa nos dias que precisam parecer normais. Cinco guardanapos dobrados em triângulo. Cinco lugares. E um silêncio tão antigo que já virou mobília, encostado na parede como um aparador.
Susie tem sete anos quando ouve, pela primeira vez, o sobrenome da família sair da boca de um homem na televisão — e vê o pai desligar a tela antes que a frase termine.

